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Revolta
outubro 10, 2011, 1:03 am
Filed under: Por Klaine

Pelotas, uma cidade-patrimônio, que pode ser considerada universitária, já que possui, entre outras, uma das mais importantes universidades federais do país – UFPel – vive o caos. Entre outros tantos problemas exigindo soluções imediatas, está o abandono e maus tratos a animais.

Quem visita a cidade se espanta com o número de animais vagando pelas ruas, debilitados e procriando incontrolavelmente. Existem algumas entidades de proteção animal nesta região, mas não é o bastante para a elevada quantidade de abandono.

E a comunidade de Pelotas teve o desprazer de começar o mês de outubro com um ato de extrema violência. Logo no dia 1°, Marco Aurélio Dias Pereira, 35, cometeu um crime que chocou até quem não é muito chegado em bichos. Era fim de tarde de sábado, por volta das 17h no bairro Cohab Fragata, quando dois cães, que vagavam por aquelas ruas, tiveram seus órgãos perfurados após serem atingidos por uma lança, que atravessou o corpo dos animais. Um deles morreu na hora, o outro foi socorrido, entretanto foi a óbito.

Conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Marco Aurélio justificou que só agiu depois de ter ouvido seus filhos gritando por ajuda, na rua, insinuando que os animais apresentavam risco à população; porém, os moradores do local do crime alegaram que os cães eram dóceis e queridos da maioria, sendo incapazes de atacar alguém.
Apesar do ato de crueldade ser explícito, o acusado foi liberado e saiu impune.

O sentimento de revolta, além de originar uma reunião pública na Câmara de Vereadores dois dias após o ocorrido – onde reuniu muitos protetores, ONG’s e simpatizantes da causa – ainda estendeu-se e levará a população pelotense a protestar nas ruas da cidade, como nunca antes. No próximo sábado vamos todos às ruas manifestar nossa indignação! Foi criada a I Passeata pelos Direitos dos Animais, e é só o começo.

E não é só o amor pelos animais que moverá esse manifesto, o combustível em comum dos protestantes é a busca por justiça e cumprimento da Lei Federal 9.605/98 – já que o crime é previsto pelo artigo 32 e oferece punição.

“Pior do que querer fazer e não poder, é poder fazer e não querer.”

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